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sábado, julho 23, 2005

A saída do governo do ministro das finanças, Dr. Campos e Cunha, vem confirmar o dito segundo o qual, na política, os honestos e verdadeiros não têm lugar. E se alguns dizem que o sr. ministro era um técnico sem experiência política, não vejo no que isso o tornaria mais ou menos competente. Talvez não fosse nem hipócrita nem demagogo, que é um pouco aquilo que entendo por «experiência política», mas em frente...
De facto se exístia alguém que se opunha à demagogia e megalómania do governo, era o próprio Luis Campos e Cunha que, ao ser responsável pela gestão das contas públicas cumpriu (ou tentou cumprir) o legítimissimo dever de alertar para o perigo de se praticarem investimentos para os quais o país real (e insísto nesta expressão) não tem recursos satisfatórios. Lógicamente que nos tempos que correm, políticas de verdade e coerência não vendem, nem satisfazem a sede de facilidade e abundância presente na opinião pública portuguesa. Ficou claro para todos que a saída de Campos e Cunha não foi de todo voluntária. No máximo terá sido gentilmente e hábilmente convidado a sair, de certo com boas palavras e correcção, numa atitude de «compreendo a tua preocupação, mas és demasiado verdadeiro para ficares entre nós». Melhor seria para o país que o sr. primeiro-ministro explicasse as razões porque o fez (apesar de estarmos cansados de saber porquê). Fica bem, tem certo charme, e ao menos não nos faz passar por ídiotas...
Muito sinceramente, para mim - assim como para todos os cidadãos esclarecidos e conscientes - tudo isto leva-me questionar a credibilidade deste governo, e as políticas que com ele virão...
No tempo de Salazar todos os ministérios tinham que passar pelo crivo do Ministério das Finanças, isto se se queria sair da crise. No nosso tempo, é o o Ministério das Finanças que tem se submeter aos outros, de preferência sem grande alarido. Contenção? Consolidação? Palavras cheias de entoação, de retórica! Quem ousa reclamar perante tais expressões?

2 comentários:

luisa disse...

Pah...hum...sim...ta bonito...(apesar deu n ter lido)lol
Axo k perdes tempo ao ecsrever estas cenas vistu k ng comenta...dsc ser tao directa...hum...mas tanto eu como...NINGUÉM...já vimos k ixtu anda ás moscas...lolol
Ok...tava só a pegar ctg...apesar de certa parte ser verdade.;P
Mas a sério...vamos falar antes de festas e cervejas!!!!sim??=D
lol, bjx**************

Pedro Archer Barbosa disse...

sim senhor... cada vez me surpreendes mais rapaz... mas também nao posso deixar de referir que tens, quase sempre, razão! No verdadeiro sentido da expressão, não fosse eu um aspirante a político: demagogo ou não, é melhor falar disso depois, porque sê-lo, normalmente, nao é algo que dependa somente de nós... digo eu! pode ser que um dia possamos falar melhor disto... ou não... talvez... não sei...
só mais uma coisa: lamento a informalidade que este texto demonstra, mas o tempo na dá para mais... mas brevemente volta cá para reparar o erro...

fica bem! e não pares de pensar... ;)